
Saturday, June 30, 2007

Sunday, June 24, 2007
Master of my faith, Captain of my Soul
Banda sonora: The Clash - Career Opportunities
B. acorda de manhã, uma nova era começa. Olhando para o relógio sabe que tem tempo suficiente. Mais do que suficiente conclui, enquanto toma o pequeno-almoço fixado no texto do pacote de cereais que ele sabe de cor, mas de manhã ajuda a não pensar. Entretem-se a fazer contas matemáticas. Barbear e Banho x minutos, vestir y minutos. O tempo é mais do que suficiente, conclui.
Escolhe o fato, não pode ser qualquer fato, hoje é um dia especial, é o seu primeiro dia no novo emprego. Procura um relógio, o melhor. Deixado pelo avô quando morreu, tem saudades do avô no qual pensa sempre que usa o relógio, mas usa o relógio sem qualquer sentimento de culpa ou remorso. Um avô não é um pai, aceita-se melhor. Procura a gravata, a tal gravata, aquela que não poderá sujar ao almoço, nada de sopas ou ensopados, foi cara esta mas fica muito bem com aquela camisa. Onde está a camisa? Oh não, será que a usou? Não, estava um pouco mais à esquerda no armário do sítio onde a costuma deixar. Veste-se, hoje, de um forma algo ritualizada, como se fosse a sua armadura em vespera de batalha. Há que causar boa impressão ao novo chefe. Os adereços entram no fim, o relógio a caneta a carteira, olha ao espelho e procura um sorriso confiante. Não há, isso é só nos filmes. Sai de casa depois de localizar as chaves de casa e do carro, estão no sítio do costume. Quando chega cá fora lembra-se, hoje é o seu primeiro dia da sua vida em que é desempregado.

Thursday, June 21, 2007

Monday, June 18, 2007

banda sonora: Pink Martini - La soledad (disponível na playlist à direita)
Thursday, June 14, 2007

Wednesday, June 13, 2007

Monday, June 11, 2007

Saturday, May 19, 2007

Thursday, May 17, 2007
Recomendações musicais
banda sonora: Babe Roth - Mexican (available at the right side playlist)
Recomendações musicais são uma treta, são minhas e pronto. Por outras palavras, os albuns que, de seguida, decidi recomendar, estão aqui porque me apeteceu (um proverbial, "porque pronto!").
Porque é que são bons? Eu não sei se são bons, estão aqui porque nos últimos meses foram os albuns que mais gostei de ouvir. Um deles até é velhote e o outro do ano passado...é a vida, oiçam se quiserem, senão também não vale a pena
- "A plus tard, crocodile" dos Louise Attaque
- "Dreamt for Light Years In The Belly Of A Mountain" do Sparklehorse
- "Money for All" dos Nine Horses
Sunday, May 13, 2007

banda sonora - Johnny Cash - Personal Jesus (available at the blog playlist on the right side)
O bispo de Leiria-Fátima, D. António Marto, afirma que há seitas católicas e grupos esotéricos a "infiltrar-se" em Fátima para "explorar a generosidade económica dos fiéis".
Em entrevista publicada na edição de hoje do "Diário de Notícias", D. António Marto reconheceu que esses movimentos se "aproveitam" de um clima que "ainda não levanta suspeitas à polícia" para se infiltrarem."Há pessoas e movimentos que às vezes querem aproveitar-se de Fátima e do clima de acolhimento que aqui se vive. Trata-se de desvios, de levar para extremos determinadas devoções, de explorar os sentimentos das pessoas. De explorar a generosidade económica dos fiéis", afirmou.
Thursday, May 10, 2007
Wearing the VeilsA primeira intervenção do nosso herói é em direcção ao empregado – "leve sorriso cruzado de esgar" – e depois o pensamento completo de sorriso de quem "não está disposto a dar-lhe trela para prosseguir com uma longa palestra sobre psicologia crustácea". Bom, assim que o nosso narrador cria toda uma imagem de aquário de restaurante, para onde o nosso herói olha fixado para, no primeiro momento possivel, sacrificar e criticar o empregado como sendo aborrecido. Bom é verdade que falar de sapateiras e lavagantes é aborrecido, mas quem começou foi ele, fixado como parvo a olhar para o aquário.
As primeiras páginas, passadas num restaurante "A pérola de Cacilhas", são dedicadas ao contexto social do herói, aparentemente é uma daquelas familias que vai almoçar fora aos domingos enquanto se vê à rasca para pagar a quinta prestação do renault 5, o almoço de domingos é o que prende o herói à familia, (será um sagrado ritual de templo cacilhence?) e o domingo é descrito como "a Guernica de beatas retorcidas despenhadas no cinzeiro sob os narizes enjoados de frituras vaporosas" (mas alguém me explica o que são narizes enjoados de frituras vaporosas?).
A primeira conversa com os pais, não tem qualquer densidade psicológica, respostas evasivas a perguntas inocentes da mãe sem qualquer desenvolvimento da personagem sobre o conforto com que enfrenta o seu contexto familiar. No fim da pequena conversa, a conclusão. "todos somos crustáceos" (temo que o autor esteja a ser autobiográfico com a sua familia nesta afirmação).
De repente os nomes, a mãe chama-se matilde, o nosso herói, infelizmente, Francisco.
Aqui, vem o pior do capítulo, a Paula. Todas as personagens que até agora apareceram são estereotipadas, o que não seria chocante se não fossem desprovidas de sabor, a Paula tem a idade do herói, fuma no templo budista por baixo do apartamento dele, é casada com um idiota qualquer que passa a vida em viagens de negócios e, obviamente, tem um romance quente com o nosso herói, cruzar-se com ela era "o meu momento zen do dia".
Uma frase, tenho de vos deixar, bem sei que isto vai ficando grande mas é mau demais para não citar "Depressa nos tornámos amantes. Alguma lei natural o impunha, provavelmente a mesma que faz dois besouros caídos numa poça de chuva agarrarem-se mutuamente, como se isso os impedisse de afundar" . O homem devia era ter citado no inicio do livro a introdução do dto. da concorrência do Ascensão.
Obviamente a Paula fica caídinha por ele enquanto o valente herói (recuso aceitar que se chame Francisco) a despreza e quer acabar com ela. Em conclusão, as personagens são nulas em densidade psicológica, e ridiculamente estereótipadas. A secundaridade das personagens roça a irrelevância perante o herói brilhantemente iluminado, de forma a livrar-se delas, atribui-lhes tarefas mecânicas sem relevância (A irmã passa a vida a brincar ao telemóvel – a horrenda e super-acutilante critica social a gerações mais novas - , os pais são "white trash", a Paula amante roça o ridiculo enquanto personagem). Poucas pistas são dadas quanto ao herói e em si contraditórias, identifica-se com os pais e sente-se motivado a manter-se na conversa de mesa após almoço, curiosamente, mantem uma critica ao contexto social com o qual não quebrou laços, de onde só podemos concluir que ele julga-se melhor que eles e mantém um horrível cinismo com a familia. Contudo nada disto transparece do texto. A figura de estilo que, infelizmente, abunda, é a metáfora mas para nosso azar os comparantes escolhidos são rebuscadamente fracos e muitas vezes, a semelhança induzida entre os dois elementos é parca ou inexistente. Não raro, não vai além da comparação ou longos e aborrecidos exemplos.
Momento do capítulo: "Aquele ritual de conchas escarlates roçando num compasso dorido parecia de facto um acto de compaixão, uma dança derradeira de consolo para a [caranguejola] recém-chegada, em que todos carpiam um destino comum e encomendavam as almas ao deus das criaturas moles encalhadas em casquinhas, aspirantes a copiosas parrilladas".
Tuesday, May 08, 2007
Ora bem, eu sei que prometi a alguns chegados amigos que, em virtude do meu horário totalmente académico, perderia tempo da minha vida a, entre fotocópias de artigos de Direito Aéreo, ler o livro do João Freire. Um misto de samaritanismo com masoquisto e, obviamente, ter o prazer de desperdiçar tempo. Algo que não durará muito tempo.
Contudo, demorei a começar. A culpa não é minha, ou melhor, é, pois tenho o hábito de folhear um livro antes de o começar a ler e cada parágrafo que lia quando abria o livro ao calhas deixava-me um sentimento amargo. Que má quimera em que me deixei arrastar. Não preciso acabar o livro para dizer que, em circunstâncias normais, nunca me daria ao trabalho de ler isto. Como as circunstâncias não são normais, releguei-o a livro de casa-de-banho (para não usar um termo mais escatológico que rime com “livro de cabeceira”) e, cheio de sentimento que as selecções do Readers Digest não serão muito melhores e mesmo assim enchem casas de banho pelo país fora, decidi começar.
Ora parabéns à Dia ao Nuno e à Helena, todos eles são alvos de dedicatória pela inspiração coragem e, finalmente, à Helena por ser a Helena. Ok! Assim que se tudo correr mal não há problema, ele inspirou-se na Dia. (Será ela a famosa advogada apalpada com quem sou suposto cruzar-me no livro?). Página virada, um mundo enorme de chavões que me ocuparão o resto do mail. Em primeiro lugar, Allen Ginsberg com o ínicio do “Howl”. Curiosa escolha, tal como o índice num livro técnico, as citações que são escolhidas pelo autor são sempre um passo importante do livro. Será que o escolheu por ser da beat? Por quase ser comunista (o que está em voga nas gerações novas e estará até ao dia em que tiverem de perder o sentido de propriedade) ou, temo, pelo facto do Ginsberg ser pedófilo? (há claro, a ideia de que haverá um suculento capítulo sobre escalas no DIAP e como as melhores mentes da nossa geração se encontram perdidas na droga)
A segunda citação parece responder à questão anterior, é de uma letra dos Doors e diz: “We need someone or something new/something to get us through”. Não sei o que acham, mas a mim claramente apoia a ideia da pedofilia.
Finalmente, como se o que vem antes não nos tivesse já enchido com a frustração do autor que até este momento não escreveu nada, recebemos uma selecção do Sutra do coração. Ora, seleccionar pedaços de um sutra é algo sempre complicado ou pelo menos, não é exactamente igual a seleccionar um parágrafo da biblia, curiosamente ele fica-se pela ideia geral, “a forma não é senão o vazio, /O vazio não é senão a forma”. Devo dizer que “isto” deixa-me curioso. Foi seleccionar um Sutra que tão fortemente ataca as quatro verdades budistas e encara a Realidade de uma forma tão pouco conceptualizada. Em conclusão, parece que se encontra aqui uma primeira pista sobre o que é o “elogio do fracasso”, descontando o simples sarcasmo do título, o fracasso revela-se ao leitor da primeira página, ele vai falar do fracasso de encontrar a realidade. É, este dharma irritante lixa-nos a todos. Daí o sorriso idiota do autor que acompanha o texto de introdução.
Ao menos as espectativas caíram até um fundo de onde não podem sair, penso que isto me ajudará a ler o livro e contar-vos a história do fracasso do João Freire.
Thursday, May 03, 2007

Thursday, April 19, 2007
Tuesday, March 27, 2007

Peço Desculpa, mas...
banda sonora: A Portuguesa
Eu bem sei que sou emigrante, mas gosto de pensar que ainda percebo alguma coisa do que se passa em Portugal e o que corre na mente dos Portugueses. Bom, não muito, também a viver em Portugal nunca percebi bem a mentalidade reinante, mas agora desisto, atiro a toalha ao chão em tentar perceber que raio de juízo (ou falta dele) se encontra disseminada por Portugal fora. Ao que parece, Salazar finalmente ganhou umas eleições. Foi eleito como o mais grande dos grandes Portugueses segundo um programa realizado pela RTP.
Ora, este programa eu nunca o vi, apenas li algo no Público on-line sobre os candidatos onde achei maravilhoso referirem-se à Ínclita Geração como a "Inclita geração", como se a palavra fosse grave e não esdrúxula. Ok, também falho acentos quando teclo e não escrevo, mas eu não escrevo para o Público.
Bom, mas para o que conta, a Ínclita Geração, rebaptizada como "Inclíta" Geração, perdeu, assim como todos os restantes Portugueses em 800 anos para Salazar.
Resta saber é com que prazer os Portugueses celebrarão o próximo dia 10 de Junho, dia de Camões, será que irão trabalhar como se não fosse feriado? Ou vamos rebaptizar o dia nacional como dia de Salazar já que é este o nosso novo heroi.
Com o extra de ter sido eleito!
Friday, March 23, 2007
A woman who had a fear of supermarkets died after collapsing outside a Co-Op store.
Monday, March 19, 2007



