
Monday, September 24, 2007
Thursday, August 30, 2007

Monday, August 27, 2007

Wednesday, August 22, 2007

banda sonora: Arto Lindsay - Animal Animale
O centro é bonitinho, mas desesperantemente aborrecido. Leiden tem uma grande universidade, mas não tem a vida nocturna que tipicamente acompanha uma universidade segundo os nossos padrões sul europeus. Isto porque aquilo que uma universidade dá a uma cidade são os estudantes, que costumam ser motor de uma atitude borguista e prazenteira que anima as ruas (lembro-me de Salamanca e a sua fantástica vida nocturna). Aqui, os estudantes dividem-se em fraternidades, são três as principais fraternidades, a Minerva (ergo, os seus membros são os minervinhas), a Augustinos (ergo, os augustininhos) e a Quintos (ergo, os quintitos). Metade dos prédios são usados como residenciais destes seres, eu vivo em frente de um pejado de augustininhos e eles são seres tão divertidos que posso asssegurar-te, nunca tive vizinhos tão silenciosos como eles. A velha que vivia na casa em frente da dos meus pais, pese os seus setenta anos, cuspia da varanda em noites de calor ouvindo o seu rádio, aqui, os meus augustininhos, estão na cama às 10 da noite. Não fossem eles tão pouco divertidos que continuaria a não os conhecer realmente. Vivem num ambiente de fraternidade fechado, só membros podem ir às festas e estas acabam à meia-noite, eventualmente como resultado do preço da cerveja barato. É uma mistura explosiva, por um lado são nórdicos, logo bebem até cair e por outro lado Holandeses, não podem dizer que não a uma promoção de preços. Cerveja barata assim, só pode ter uma conclusão possível.
Do outro lado da balança aos seres das fraternidades que são fechados e desdenham quem não for membro, existem os locais de Leiden. Ora, os locais são muito diferentes dos minervinhas & Co. Um Minervinha distingue-se facilmente pois num dia de verão como hoje, em que choveu apenas de manhã e fazem 15 graus está vestido com fato-de-banho laranja e camisa Ralph Lauren azul às riscas, tradicional, a qual está por dentro do fato-de-banho. O local de Leiden nunca vestiria assim , local de Leiden parece mais um lenhador pese saber, por experiência, que provavelmente é agricultor e não lenhador. Digamos que em Viseu(não, não, Viseu não, uma aldeia perdida no distrito de Viseu com mais mulas que carros) a massa urbana tem um ar mais citadino que os locais de Leiden. Ao domingo, o local de Leiden veste-se a rigor, assim como o Português de aldeia põe o seu fato ao domingo, no caso do local de Leiden, não é um fato contudo, são umas jeans justas e curtas que revelam a meia branca sobre sapatos pretos quadrados, uma camisa branca, um blaser azul escuro também justo e coçado. Leva uma boina de marinheiro na cabeça por vezes, azul branca e com uma âncora dourada no topo, o que faz a minha delicia tenho de admitir pois fica-lhes ridiculo. Infelizmente a boina não é sempre, e o normal é terem o seu cabelo loiro farto puxado atrás e preso com gel num gorduroso que combina com o resto.
Os locais detestam e ignoram os estudantes. Faz todo o sentido, numa cidade universitária, o local passará toda a sua vida, o estudante passará cinco anos, por isso não tem sentido travar amizade com ele, isso explica o ignorar do estudante. O detestar do estudante passa pelo que o minervinha é, vestido da sua forma ridicula, caminhando em grupos de chacais, na sua forma ridicula de ser e no tom pedante que apresentam.
Por muito estranho que pareça, eu consigo falar mais facilmente com um local do que com um estudante Holandês, a tática é simples e poderá ser útil caso algum dia saibas de alguém que para cá venha. Sento-me num bar local ao balcão, começo a falar com o local ao meu lado e ao fim de dois minutos de receber um tratamento evasivo, menciono que de minervinhas a quintitos, todos sem excepção deviam ser afogados no canal. Funciona sempre, é um sorriso ganho.
Claro que neste ambiente de dois pólos que se odeiam, há vitimas, danos colaterais como em qualquer guerra. Neste caso são os estudantes que não pertencem a fraternidades. Não apenas os estudantes internacionais como me vim a aperceber com horror. Uma das pessoas com quem melhor me dei por aqui na categoria de "Locais>Holandeses", uma rapariga simpática e relaxada, pese a parca inteligência, girita e ex-modelo (ex-modelo, ELLE e cosmopolitan, ou seja, profissional a sério),confidenciou-me que demorou cerca de ano e meio a ter amigos em Leiden. Este exemplo serve-me os propósitos de demonstrar a demência de Leiden. Imagina uma modelo da ELLE Portuguesa em Portugal, a chegar a uma universidade como estudante e demorar um ano e meio a ter amigos.
Tuesday, August 21, 2007

banda sonora: Belle & Sebastian - Is it wicked not to care?
Bolivar to himself: "...uppssss!"
Mas não ouve disputa à mesa. Ele era formado em Artes, ela era formada em Jornalismo, tinham respectivamente, 36 anos e 31. Tinham abandonado a Irlanda e as suas profissões pelas mesmas razões que oiço os Portugueses a queixar-se da falta de saída profissional nas mesmas áreas. O jornalismo, dizia-me ela, passa por realizar estágios mal remunerados, quando são remunerados, onde a única coisa que fazia era servir cafés. (que discurso tão familiar para mim e que oiço tantas vezes em Lisboa).
Há dez anos então, vieram para a Holanda. Trabalham como pintores, não dos artísticos, note-se, pintores. Fazem cá três meses de trabalho e depois têm três meses de folga. Vão a casa, ou vão a outro lado qualquer. Passam assim a vida. "ten years ago, they would pay 600 euro per week, and that was ten years ago". (...Deixa-me a pensar o que ando a fazer da minha vida...Deixa-me a pensar, quão leguminosos aqueles que se queixam em Lisboa ficando, ficando, ficando...).
Falamos de Murakami e trocamos sorrisos cúmplices, falamos da dificuldade em viver das 9 às 5. Acabamos o jogo sem nos preocupar quem ganha, em tom de despedida, Jason oferece uma cópia velha das Calligrammes de Apollinaire em Francês, tem muitos livros e não sabe como os levar de volta a Berlim, seu próximo destino. Dizemos até logo, sabendo que provavelmente nunca mais nos veremos.How charged with punishments the scroll,
I am the master of my fate:
I am the captain of my soul.
Monday, August 20, 2007

Friday, August 17, 2007

Monday, August 13, 2007

Saturday, August 04, 2007
Sunday, July 29, 2007

banda sonora: Velvet Underground - The black angel's death song
Na republicação da colecção de literatura fantástica, o volume dois contêm um conto chamado "O amigo da Morte". A organização da colecção foi feita por Borges e, mais um vez, sinto-me agradecido a Borges por momento tão original e de leitura tão agradável. O conto encerra, para mim, uma maravilhosa originalidade, além de conter elementos que rapidamente se compreende terem sido de interesse para Borges, (os quais não revelo pois surgem no fim do conto), houve um pormenor que me fascinou, o herói da história faz um pacto com a morte, a qual se diz sua amiga.
De imediato pensei que o pacto correria mal para ele, escrito numa época de valores católicos fortemente presentes em Espanha, sente-se um clássico momento de Fausto no momento, como se Schlehmihl tivesse acabado de vender a sua sombra à figura demoníaca que o persegue, a imagem está lá, em total semelhança, um herói desesperado, sem finalidade, de alma perdida, tocado no ombro pela morte que lhe fala carinhosamente e um pacto duvidoso assinado. Mas, e o que me pareceu maravilhoso no conto em questão, a morte cumpre o seu pacto e, ainda mais, a venda da sua sorte à morte não só não leva o herói ao engano e perdição mas, pelo contrário, salva-o da perdição do dia do juízo final.
Esta publicação, na mesma altura em que é publicada a "intermitência da morte" de Saramago, foram um óptimo acto de public relationships por parte da morte.
Pelos vistos a nossa condição humana e os dados do destino são negociáveis, temos de ter cuidado é com a contraparte que escolhemos.

Wednesday, July 11, 2007


Que se lixe tudo isso, "happy thoughts, happy thoughts", ajudam a melhorar de certeza, há que ter happy thoughts
Friday, July 06, 2007

Wednesday, July 04, 2007

Jamais direi que essas pessoas não existem, mas não acho que sejam assim tantas. Ou se calhar não me interessam tanto, não são os heróis dos meus romances nunca escritos.

banda sonora: Clap your Hands Say Yeah! - Is this love?
Saturday, June 30, 2007

Sunday, June 24, 2007
Master of my faith, Captain of my Soul
Banda sonora: The Clash - Career Opportunities
B. acorda de manhã, uma nova era começa. Olhando para o relógio sabe que tem tempo suficiente. Mais do que suficiente conclui, enquanto toma o pequeno-almoço fixado no texto do pacote de cereais que ele sabe de cor, mas de manhã ajuda a não pensar. Entretem-se a fazer contas matemáticas. Barbear e Banho x minutos, vestir y minutos. O tempo é mais do que suficiente, conclui.
Escolhe o fato, não pode ser qualquer fato, hoje é um dia especial, é o seu primeiro dia no novo emprego. Procura um relógio, o melhor. Deixado pelo avô quando morreu, tem saudades do avô no qual pensa sempre que usa o relógio, mas usa o relógio sem qualquer sentimento de culpa ou remorso. Um avô não é um pai, aceita-se melhor. Procura a gravata, a tal gravata, aquela que não poderá sujar ao almoço, nada de sopas ou ensopados, foi cara esta mas fica muito bem com aquela camisa. Onde está a camisa? Oh não, será que a usou? Não, estava um pouco mais à esquerda no armário do sítio onde a costuma deixar. Veste-se, hoje, de um forma algo ritualizada, como se fosse a sua armadura em vespera de batalha. Há que causar boa impressão ao novo chefe. Os adereços entram no fim, o relógio a caneta a carteira, olha ao espelho e procura um sorriso confiante. Não há, isso é só nos filmes. Sai de casa depois de localizar as chaves de casa e do carro, estão no sítio do costume. Quando chega cá fora lembra-se, hoje é o seu primeiro dia da sua vida em que é desempregado.

Thursday, June 21, 2007

Monday, June 18, 2007

banda sonora: Pink Martini - La soledad (disponível na playlist à direita)
Thursday, June 14, 2007

Wednesday, June 13, 2007

Monday, June 11, 2007

Saturday, May 19, 2007

Thursday, May 17, 2007
Recomendações musicais
banda sonora: Babe Roth - Mexican (available at the right side playlist)
Recomendações musicais são uma treta, são minhas e pronto. Por outras palavras, os albuns que, de seguida, decidi recomendar, estão aqui porque me apeteceu (um proverbial, "porque pronto!").
Porque é que são bons? Eu não sei se são bons, estão aqui porque nos últimos meses foram os albuns que mais gostei de ouvir. Um deles até é velhote e o outro do ano passado...é a vida, oiçam se quiserem, senão também não vale a pena
- "A plus tard, crocodile" dos Louise Attaque
- "Dreamt for Light Years In The Belly Of A Mountain" do Sparklehorse
- "Money for All" dos Nine Horses
Sunday, May 13, 2007

banda sonora - Johnny Cash - Personal Jesus (available at the blog playlist on the right side)
O bispo de Leiria-Fátima, D. António Marto, afirma que há seitas católicas e grupos esotéricos a "infiltrar-se" em Fátima para "explorar a generosidade económica dos fiéis".
Em entrevista publicada na edição de hoje do "Diário de Notícias", D. António Marto reconheceu que esses movimentos se "aproveitam" de um clima que "ainda não levanta suspeitas à polícia" para se infiltrarem."Há pessoas e movimentos que às vezes querem aproveitar-se de Fátima e do clima de acolhimento que aqui se vive. Trata-se de desvios, de levar para extremos determinadas devoções, de explorar os sentimentos das pessoas. De explorar a generosidade económica dos fiéis", afirmou.
Thursday, May 10, 2007


A primeira intervenção do nosso herói é em direcção ao empregado – "leve sorriso cruzado de esgar" – e depois o pensamento completo de sorriso de quem "não está disposto a dar-lhe trela para prosseguir com uma longa palestra sobre psicologia crustácea". Bom, assim que o nosso narrador cria toda uma imagem de aquário de restaurante, para onde o nosso herói olha fixado para, no primeiro momento possivel, sacrificar e criticar o empregado como sendo aborrecido. Bom é verdade que falar de sapateiras e lavagantes é aborrecido, mas quem começou foi ele, fixado como parvo a olhar para o aquário.
As primeiras páginas, passadas num restaurante "A pérola de Cacilhas", são dedicadas ao contexto social do herói, aparentemente é uma daquelas familias que vai almoçar fora aos domingos enquanto se vê à rasca para pagar a quinta prestação do renault 5, o almoço de domingos é o que prende o herói à familia, (será um sagrado ritual de templo cacilhence?) e o domingo é descrito como "a Guernica de beatas retorcidas despenhadas no cinzeiro sob os narizes enjoados de frituras vaporosas" (mas alguém me explica o que são narizes enjoados de frituras vaporosas?).
A primeira conversa com os pais, não tem qualquer densidade psicológica, respostas evasivas a perguntas inocentes da mãe sem qualquer desenvolvimento da personagem sobre o conforto com que enfrenta o seu contexto familiar. No fim da pequena conversa, a conclusão. "todos somos crustáceos" (temo que o autor esteja a ser autobiográfico com a sua familia nesta afirmação).
De repente os nomes, a mãe chama-se matilde, o nosso herói, infelizmente, Francisco.
Aqui, vem o pior do capítulo, a Paula. Todas as personagens que até agora apareceram são estereotipadas, o que não seria chocante se não fossem desprovidas de sabor, a Paula tem a idade do herói, fuma no templo budista por baixo do apartamento dele, é casada com um idiota qualquer que passa a vida em viagens de negócios e, obviamente, tem um romance quente com o nosso herói, cruzar-se com ela era "o meu momento zen do dia".
Uma frase, tenho de vos deixar, bem sei que isto vai ficando grande mas é mau demais para não citar "Depressa nos tornámos amantes. Alguma lei natural o impunha, provavelmente a mesma que faz dois besouros caídos numa poça de chuva agarrarem-se mutuamente, como se isso os impedisse de afundar" . O homem devia era ter citado no inicio do livro a introdução do dto. da concorrência do Ascensão.
Obviamente a Paula fica caídinha por ele enquanto o valente herói (recuso aceitar que se chame Francisco) a despreza e quer acabar com ela. Em conclusão, as personagens são nulas em densidade psicológica, e ridiculamente estereótipadas. A secundaridade das personagens roça a irrelevância perante o herói brilhantemente iluminado, de forma a livrar-se delas, atribui-lhes tarefas mecânicas sem relevância (A irmã passa a vida a brincar ao telemóvel – a horrenda e super-acutilante critica social a gerações mais novas - , os pais são "white trash", a Paula amante roça o ridiculo enquanto personagem). Poucas pistas são dadas quanto ao herói e em si contraditórias, identifica-se com os pais e sente-se motivado a manter-se na conversa de mesa após almoço, curiosamente, mantem uma critica ao contexto social com o qual não quebrou laços, de onde só podemos concluir que ele julga-se melhor que eles e mantém um horrível cinismo com a familia. Contudo nada disto transparece do texto. A figura de estilo que, infelizmente, abunda, é a metáfora mas para nosso azar os comparantes escolhidos são rebuscadamente fracos e muitas vezes, a semelhança induzida entre os dois elementos é parca ou inexistente. Não raro, não vai além da comparação ou longos e aborrecidos exemplos.
Momento do capítulo: "Aquele ritual de conchas escarlates roçando num compasso dorido parecia de facto um acto de compaixão, uma dança derradeira de consolo para a [caranguejola] recém-chegada, em que todos carpiam um destino comum e encomendavam as almas ao deus das criaturas moles encalhadas em casquinhas, aspirantes a copiosas parrilladas".
Tuesday, May 08, 2007
Ora bem, eu sei que prometi a alguns chegados amigos que, em virtude do meu horário totalmente académico, perderia tempo da minha vida a, entre fotocópias de artigos de Direito Aéreo, ler o livro do João Freire. Um misto de samaritanismo com masoquisto e, obviamente, ter o prazer de desperdiçar tempo. Algo que não durará muito tempo.
Contudo, demorei a começar. A culpa não é minha, ou melhor, é, pois tenho o hábito de folhear um livro antes de o começar a ler e cada parágrafo que lia quando abria o livro ao calhas deixava-me um sentimento amargo. Que má quimera em que me deixei arrastar. Não preciso acabar o livro para dizer que, em circunstâncias normais, nunca me daria ao trabalho de ler isto. Como as circunstâncias não são normais, releguei-o a livro de casa-de-banho (para não usar um termo mais escatológico que rime com “livro de cabeceira”) e, cheio de sentimento que as selecções do Readers Digest não serão muito melhores e mesmo assim enchem casas de banho pelo país fora, decidi começar.
Ora parabéns à Dia ao Nuno e à Helena, todos eles são alvos de dedicatória pela inspiração coragem e, finalmente, à Helena por ser a Helena. Ok! Assim que se tudo correr mal não há problema, ele inspirou-se na Dia. (Será ela a famosa advogada apalpada com quem sou suposto cruzar-me no livro?). Página virada, um mundo enorme de chavões que me ocuparão o resto do mail. Em primeiro lugar, Allen Ginsberg com o ínicio do “Howl”. Curiosa escolha, tal como o índice num livro técnico, as citações que são escolhidas pelo autor são sempre um passo importante do livro. Será que o escolheu por ser da beat? Por quase ser comunista (o que está em voga nas gerações novas e estará até ao dia em que tiverem de perder o sentido de propriedade) ou, temo, pelo facto do Ginsberg ser pedófilo? (há claro, a ideia de que haverá um suculento capítulo sobre escalas no DIAP e como as melhores mentes da nossa geração se encontram perdidas na droga)
A segunda citação parece responder à questão anterior, é de uma letra dos Doors e diz: “We need someone or something new/something to get us through”. Não sei o que acham, mas a mim claramente apoia a ideia da pedofilia.
Finalmente, como se o que vem antes não nos tivesse já enchido com a frustração do autor que até este momento não escreveu nada, recebemos uma selecção do Sutra do coração. Ora, seleccionar pedaços de um sutra é algo sempre complicado ou pelo menos, não é exactamente igual a seleccionar um parágrafo da biblia, curiosamente ele fica-se pela ideia geral, “a forma não é senão o vazio, /O vazio não é senão a forma”. Devo dizer que “isto” deixa-me curioso. Foi seleccionar um Sutra que tão fortemente ataca as quatro verdades budistas e encara a Realidade de uma forma tão pouco conceptualizada. Em conclusão, parece que se encontra aqui uma primeira pista sobre o que é o “elogio do fracasso”, descontando o simples sarcasmo do título, o fracasso revela-se ao leitor da primeira página, ele vai falar do fracasso de encontrar a realidade. É, este dharma irritante lixa-nos a todos. Daí o sorriso idiota do autor que acompanha o texto de introdução.
Ao menos as espectativas caíram até um fundo de onde não podem sair, penso que isto me ajudará a ler o livro e contar-vos a história do fracasso do João Freire.